
Localizado no continente asiático, o Japão é um país onde a tradição e a modernidade se misturam. Ao final da Segunda Guerra Mundial, sofreu com a devastação das bombas lançadas pelos Estados Unidos nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, ação que causou a morte de mais de 250 mil pessoas. Após os ataques, o país ressurgiu e alcançou o topo do ranking em desenvolvimento tecnológico, econômico, educação e segurança. Mas, foi surpreendido com a recente crise econômica que afetou o mundo, em 2008, e, pela primeira vez, teve um aumento no número de pobres e desempregados. Conhecido como a “Terra do Sol Nascente”, o Japão atrai milhares de estrangeiros, entre eles brasileiros, que se estabeleceram na região e levaram um pouco de nossa cultura para o país.
A Igreja Universal do Reino de Deus chegou ao Japão em 1995, e mesmo enfrentando as dificuldades do idioma e os embargos governamentais, se estabeleceu na região e tem conquistado pouco a pouco o coração da população. A IURD conta com 16 templos em províncias como Mie-ken, Shiga, Gifu e Hamamatsu, sendo que nesta última fica a sede, que tem capacidade para 250 pessoas sentadas.
O pastor Valdir Souza está à frente da evangelização no Japão e conta quais são os principais problemas enfrentados pelas pessoas que chegam à Igreja e o apoio que elas recebem: “Os brasileiros e demais estrangeiros que vêm para o Japão chegam em busca de um sonho, cheios de planos. Mas as dificuldades começam assim que pisam em solo japonês. São muitas barreiras: cultura, língua, carga horária de trabalho exaustiva, distância da família, entre muitos outros problemas. O índice de separações é muito grande, e isso causa problemas não somente entre os casais, mas afeta diretamente os filhos. Em 2008, a crise financeira deixou sua marca no país. Milhares de brasileiros e estrangeiros perderam seus trabalhos, porém, a IURD esteve presente, ajudando no aspecto espiritual. Muitos chegaram à Igreja desesperados, sem perspectivas, mas, através da fé, deram a volta por cima e superaram todas as dificuldades.”
O pastor também explica que a aceitação do povo em relação às mensagens da IURD foi muito positiva, pois além do apoio espiritual, voluntários da Igreja também realizam um trabalho social, visitando clínicas de recuperação de jovens viciados e prostitutas.
A evangelização no Japão é feita com distribuição de jornais às residências, programas de tevê e por meio da internet. Embora as lutas do outro lado do mundo sejam grandes, existe a certeza de que a Igreja está no caminho certo, levando o Senhor Jesus à milhares de pessoas. “A IURD aqui do Japão tem membros de diversas nacionalidades, como, por exemplo, japoneses, brasileiros, filipinos e peruanos, entre outros. Independentemente da nacionalidade, todos que chegam até a Igreja recebem a Palavra de fé e têm suas vidas transformadas pelo Poder de Deus. E mesmo que encontremos algumas barreiras, temos a certeza de que venceremos tudo pela fé”, determina o pastor Valdir.
Transformação de vidas no Japão

A obstetra Lucia Higarashi conta que chegou ao Japão com o marido e o filho de 10 meses em busca de sonhos e realização profissional. Mas, nem tudo foi como imaginava. “Chegando aqui, tudo foi muito difícil. A jornada de trabalho era longa e meu marido trabalhava à noite. Estávamos em fase de adaptação, tentando conciliar casa, família e serviço.
Com o passar do tempo, meu filho foi ficando doente, com bronquite alérgica, rinite e asma. A situação foi ficando cada vez mais grave. Estava me tornando uma pessoa impaciente, nervosa, confusa, sem perspectiva de vida, desanimada, e meu marido também andava muito deprimido, abatido, cansado e sem ânimo. Eram raros os momentos felizes que tínhamos, pois havia um enorme vazio dentro de nós. Para preenchê-lo, começamos a beber.
Durante a semana, quando nos encontrávamos, não havia diálogo, e quando havia, era motivo de briga. A nossa relação já não era mais a mesma. A cada dia que passava, nos distanciávamos um do outro, e por esta razão pensei até no divórcio como solução.
Chegou um momento em que meu marido se sentiu tão cheio daquela vida que arrumou suas malas e voltou para o Brasil, deixando a mim e ao nosso filho. Me senti humilhada e fracassada, como mulher e esposa.
A esperança de ter a família de volta surgiu quando fui convidada para participar de uma reunião na Igreja Universal. Ouvindo a Palavra de Deus, aprendi a praticar a minha fé. Em poucos dias ele voltou para casa, mas é bom falar que a mudança não foi instantânea. Eu procurei ser a esposa e a mãe que meu esposo e meu filho precisavam. Hoje, são 17 anos de casamento e, por meio das orientações e orações recebidas na Igreja, conquistei uma família estruturada, unida e feliz”.
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